Persona 5 Royal

Muitos mirins se surpreenderam com o sucesso de Persona 5. Talvez esses mirins não soubessem onde estavam se metendo. Porém tirando algumas “japanices”, babaquices japonesas, caso não captaram a mensagem... Persona 5 era, na verdade, bastante fiel à franquia. Incluindo suas idiossincrasias.

Mirins, vamos deixar uma coisa bem clara: Persona nunca foi um jogo casual e não ia mudar isso em seu quinto exemplar. Você leva aproximadamente 100 horas só no tutorial. Ok, talvez estamos exagerando um pouco. Mas não pense que você vai conseguir zerar esse jogo em menos de uma semana.

Persona 5 Royal é a primeira expansão... Tem mudanças mínimas na estória, incluindo uma nova personagem: Kasumi Yoshizawa. E algumas mudanças na jogabilidade. Vamos chamar de aperfeiçoamentos...

Ao menos desta vez eles não estragaram a estória, nem aumentaram a dificuldade exponencialmente, como fizeram em Persona 3: FES The Answer.

É a mesma história dos “ladrões de coração” do jogo anterior, com apenas uma nova personagem. Era realmente necessário? Resumindo: Não. Entrando em detalhes: poderia ser pior... Ao menos é melhor do que nada...

É interessante notar que Persona 5 Royal foi desenvolvido inteiramente e somente para o PS4. E isso é importante! Já que Persona 5 foi inicialmente feito para o PS3. Mas demorou tanto, que teve de ser adaptado para o PS4. Assim, supostamente, não foi possível aproveitar todos os aperfeiçoamentos técnicos do PS4.

Já Persona 5 Royal, no entanto, foi totalmente feito para o PS4. Assim o “remake” do jogo é bem mais substancial do que parece! E não foi refeito para o PS3! O que é óbvio... Agora só falta uma versão exclusiva para o PS5. O que não deve ser algo difícil de acontecer...

Depois de Royal, já foi lançado no Japão: Persona 5 Strikers, tecnicamente, mais um spin-off, esse um “hack and slash”. Algo inédito na franquia, que desde o Playstation 1 sempre insistiu nos combates por turnos.

Strikers consiste num cruzamento de franquias entre Dynasty Warriors e Persona. Talvez a idéia fosse criar o mais japonês game de todo os tempos. Pensando bem isso seria um “crossover” entre Final Fantasy e Persona. Mas é melhor não dar idéias para essa gente... Sem falar que o jogo mais japonês de todos os tempos, como já observamos antes, é Shin Megami Tensei 3, também conhecido como Nocturne.

Agora o que esperar nos próximos anos para franquia? Já tivemos até agora (2021): um jogo de ritmo (do tipo QTE hell): Persona 5: Dancing in Starlight, vamos chamar de spin-off, na falta de algo melhor. Uma expansão: Persona 5 Royal. E outro spin-off : Persona 5 Strikers.

Sim, Atlus voltou com a corda toda! E, pelo visto, muitas dívidas. Péssima combinação... Assim, teremos possivelmente outra expansão, talvez um jogo de luta, do tipo Persona 5 Arena, ou algo no gênero. E mais um caminhão de DLCs, ou não... A maioria bijuterias, coisas irrelevantes. E sim, até mesmo uma versão de Persona 5 para PC está sendo planejada...

Detalhe: Atlus publica, mas em geral não desenvolve esses spin-offs! O que explica muita coisa!

Dicas para mirins: Façam tudo que Morgana disser! Acredite naquele estúpido gato... E tenham sempre um “walkthrough” em mãos.

SP é mais importante que HP! Essa é meio controversa, mas acredite é assim mesmo...

Outra coisa: a Atlus não faz ou publica jogos fáceis. Mais publica do que faz, diga-se de passagem. Eventos aleatórios são comuns: do tipo você perder um golpe, "miss", sem a menor razão aparente e levar um contra-golpe mortal! É normal. O coeficiente de frustração é sempre elevado em jogos da Atlus.

Saulo Gomes

Prós: Sem mudanças radicais e algumas melhoras substanciais...
Contras: Vai ser preciso esperar por outro “walkthrough” para platinar esse jogo, ou pelo menos uma nova visita ao YouTube...

Confira também nossas resenhas de:

  • Persona 3: FES
  • Persona 5
  • Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.