A Múmia

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Tem gente que acredita que a sétima arte é o cinema. Não satisfeita Hollywood criou, então, a oitava: a auto-referência e o plágio. A Múmia é um bom exemplo dessa ‘oitava arte’. Tem um pouco de Caçadores da Arca Perdida ali, outro tanto de Tudo Por uma Esmeralda acolá. Em momento algum é original. E raras vez é realmente divertido.

O roteiro parece propositadamente idiota, lembrando aqueles filmes de aventura dos anos 30 e 40. A história é aquela atochada de sempre: nos anos 20 um aventureiro(Brendan Fraser) procurando pela cidade perdida dos faraós(?!), acaba encontrando o túmulo do lendário bandido Imhotep. A presença dessa gente esquisita e estranha acaba perturbando o descanso sagrado da figura e libertando seu espirito maléfico. O tal Imhotep era o filho do finado comedor de sua época, e para piorar agora o cara tem mil e um poderes e utilidades. É capaz de criar tempestades e arrasar cidades inteiras. Um verdadeiro prodígio. Para se livrar, literalmente, dessa praga o mocinho vai ter, é claro, a ajuda de uma daquelas improváveis arqueólogas do cinema americano(Rachel Weisz).

A Múmia como todo filme de Hollywood que visa, unicamente, o aumento do consumo de pipocas nos cinemas, é demasiadamente longo e arrastado. É daquele tipo de filme em que o telespectador vai esperando pelo pior, e não frusta suas expectativas. Nesse ponto, A Múmia chega até a ser um filme coerente. Nenhuma surpresa de última hora ou qualquer resquício de imaginação. O que nos faz supor que a verdadeira múmia foi quem dirigiu o filme.

Saulo Gomes

P.S.: Este filme nada tem a ver com o clássico de terror A múmia de 1932, com Boris Karloff. Já lançado em vídeo no Brasil.

(The Mummy, EUA, 1999) Direção: Stephen Sommers. Elenco: Brendan Fraser, Rachel Weisz, John Hannah, Arnold Vosloo, Oded Fehr, Jonathan Hyde. 124 min.

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