Borderlands 3

Quando Borderlands 3 começa estamos em Santuary, mas logo voltaremos a Pandora e iremos a outros planetas. Temos também a volta de personagens recorrentes, como entre outros, de Lilith do primeiro Borderlands, que reaparece num papel importante, Ellie e Tiny Tina, ambas de DLCs de Borderlands 2. Coincidência?

Em Pandora algumas coisas mudaram. Mas não as que realmente deveriam... Quem sabe um dia um asteróide vai acabar com todos skags como acabou com os dinossauros na terra? Essa é uma idéia original melhor do que qualquer bobagem já feita recentemente na série. 2K faça acontecer...

O jogo começa lento, quer dizer com péssimas armas e missões totalmente aleatórias e sem qualquer significado. O trivial. Meu reino por um bom sniper! É a impressão geral que fica no início e persiste por um bom tempo. Ao menos se espera que as coisas melhorem num segundo playthrough. Se houver um...

Decepcionante, mas não tão decepcionante tanto o infame Prequel. O que, convenhamos, é um vetor de ruindade baixíssimo.

Apesar do clima geral de “déjà vu”. Algumas coisas mudaram. Existe agora “psychas”, na falta de termo melhor. Talvez isso seja um sinal dos tempos. Ou, sei lá, parte do movimento “me too”.

Detalhe: existe bebes também! armados e tudo mais. Ou seja, aquela gentalha está se reproduzindo...

Bem, se formos levar a sério a própria estória do jogo. O Vault só pode ser aberto a cada 200 anos. Os psychos tem que fazer alguma coisa nesse meio tempo: isso se chama evolução!

E sim, se eles vão desenvolver uma sociedade em torno do Vault. Só está faltando um goró. Mais uma ideia para um DLC! Gearbox faça isso acontecer se a 2K não der conta....

Mas não confunda essas crianças com as “Children of the Vault”. O principal “novo” antagonista do jogo. Que na verdade são um grupo de psychos organizados pelos gêmeos Tyreen e Troy Calypso, os novos chefões que você vai ter que lidar durante o jogo.

No fundo são os mesmos psychos de sempre só que, pasmem, agora organizados. Mas não muito, se quiser saber a verdade...

Qual o próximo passo? Psychos comunistas? OK, isso já foi tentado naquele DLC, Claptrap's New Robot Revolution. E não deu muito certo. Psychos gays? Sem comentários...

Falando em mudanças a interface dos menus e do inventário não mudava desde o primeiro Bordelands, de 2009! Então era hora de mudar. Certo? Não. Toda mudança é para pior. Mas essa nova interface é realmente muito ruim e confusa. Ou seja, deviam ter ficado com a original.

Por outro lado os gráficos não comprometem. Houve bugs, principalmente na versão para PC, já corrigidos por um patch lançado na mesma semana do lançamento. É claro que ainda tem gente que quer vertical split screen para jogos co-op. Mas se isso acontecer, será só para PC. E olhe lá...

Resumo da opera até agora:

Borderlands 1 era um construtor de franquia.

Borderlands 2 foi o consolidador da franquia.

Borderlands Prequel era para pegar o dinheiro dos desavisados.

Borderlands 3 é mais do mesmo, mas não muito bom.

Agora só esperemos que em Borderlands 4 não apareça um Jar Jar Binks psycho ou coisa do gênero...

Saulo Gomes

P.S.: The Heavy faz de novo a música de abertura. E como não poderia deixar de ser a música do primeiro era melhor...

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